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Armazém 71
Desenhado por: Sofia Oliveira
Numa antiga unidade industrial, onde o betão expõe a memória de atividades passadas, nasce uma habitação que não procura corrigir as marcas do tempo, mas antes valorizá-las e assumi-las como parte da sua identidade.

Inspirado pelos princípios do wabi-sabi, o projeto encontra beleza na imperfeição, na matéria crua e na autenticidade dos elementos construtivos. O betão existente permanece protagonista e serve de contraponto à introdução de novos materiais como a madeira maciça e o inox. É nesta articulação de materiais e contrastes que se abrem novas formas de pensar e projetar o espaço.

Surge assim a cozinha, que se organiza através de duas bancadas paralelas dispostas em paredes opostas. Numa delas concentram-se as zonas de arrumação e os equipamentos de apoio, na outra, a área de confeção e os equipamentos principais, rematados por dois conjuntos de móveis altos onde se integra o frigorífico. Entre ambas surge uma ampla mesa de madeira, elemento central do projeto, que assume simultaneamente as funções de preparação, confeção e refeição.

É nesta peça que reside a singularidade da proposta. A integração da placa de indução diretamente na mesa transforma o ato de cozinhar numa experiência social e participativa. A tradicional separação entre quem cozinha e quem partilha a refeição desaparece dando lugar a um ambiente onde preparação, conversa e convivência acontecem em simultâneo. Um elemento que convida à exploração de novas formas de estar, cozinhar e partilhar.

Os equipamentos AEG foram selecionados pela sua capacidade de integração numa cozinha de caráter tão singular.

O forno AEG Série 9000 ProAssist com tecnologia SteamPro e interface CookSmart Touch integra-se naturalmente no módulo de inox.

A placa AEG SaphirMatt com exaustor integrado assume um papel determinante no conceito do projeto, permitindo que a zona de confeção seja instalada diretamente na mesa de forma elegante e funcional.

Complementando o conjunto, a garrafeira de integrar AEG para 26 garrafas acrescenta uma dimensão de hospitalidade e partilha, integrando-se discretamente na composição do espaço.

A inovação presente neste projeto manifesta-se na forma como os equipamentos permitem repensar a organização tradicional da cozinha e explorar novas possibilidades de utilização do espaço. Mais do que responder a necessidades funcionais, contribuem para uma experiência doméstica diferente.

Um espaço onde as imperfeições não são escondidas mas celebradas como parte da sua própria beleza, um espaço aberto à partilha, à transformação e à descoberta de novas formas de viver o quotidiano.